Posts de Novembro, 2007

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13, Novembro 2007

Inconstantes, incertas, insípidas, insalubres e incoerentes, as palavras me vêem… E uma a uma vão se alinhando, como um delicado jogo de armar, formando meu castelo de cartas em tom sustenido de cinza, com valetes quase infinitos e mesmo assim, absurdamente repetitivos!

Meus textos estão defasados, meu estilo literário, seja ele qual for, de tão pífio, já penso em abandonar, e joga-lo num canto, junto do que sobrar de minha dialética…

É nessas horas que eu queria saber desenhar, seria tão mais fácil ilustrar meu estado se espírito;

Seria um quadro só, com uma janela aberta para o vazio, uma única luminária acesa, e, ao fundo, eu, agachado num canto escuro, murmurando algum soneto de Augusto dos Anjos, provavelmente seria Psicologia de um Vencido, ou Budismo Moderno… Ah!

Quem liga?

Quem se importa com minhas emoções a não ser eu mesmo?

Tão poucos!

Tão raros e nem tão sinceros, os ouvidos que talvez me dessem alguma atenção agora repousam, dormem, será que sonham comigo?

Maldito suplício de ser poeta!

Maldita sina de apenas ser, existir, viver a escrever para as gavetas…

Se nós somos o que escrevemos, eu então posso me definir em verso e em prosa como uma sucessão de textos tristes, intercalados de histórias felizes, com trechos onde não há luz suficiente para se ler, além de inúmeros capítulos que se encerram antes do fim, violentamente interceptados por impiedosas reticências…

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You.

12, Novembro 2007

O mundo estava em chamas, minha vida estava ameaçada pelos demônios que levo dentro de mim, “só um grande amor pode te salvar” disse certa vez uma cigana cujo nome se perdeu no tempo;

 

Enlouquecido, torturado pelas próprias emoções e pensamentos num conflito insano, estaria talvez cego buscando um amor por anos em vão;

 

“Anjos não existem!” Disse uma velha bruxa ao passar por mim uma noite dessas em que eu saia louco em busca do que mesmo? Eu não vi seu rosto, não faz mal, ela estava errada…

Anjos existem, conheci um, ou melhor, uma, quando viajei para o um lugar chamado Céu, ou coisa parecida, para fazer algo que esqueci completamente quando vi aqueles olhos tão belos e aquela face tão delicada…

Se anjos não existem, o que é você?

Uma fada, uma ninfa, a velha bruxa num disfarce, ou apenas uma doce ilusão?

 

Seja uma fada, seja a ninfa, seja a velha bruxa, mas, por favor, seja real…

Exista, não apenas em meus sonhos ou em minha mente, exista, faça-se real…

 

Por que povoas meus sonhos se és real?

Como pude tocar-te se é ilusão?

 

“Tu nunca amará, nem serás amado, tu estás condenado ao desterro e a solidão” Gritou me um gótico depressivo a caminho do cemitério… Era noite, mas tudo ficou claro como o dia, embora a lua me cegasse com sua penumbra;

 

Seus olhos eram a luz que eu devia seguir, seu peito era meu porto seguro, você minha última esperança de ser feliz…

 

Quisera eu poder descrever tudo o que se passa em minha mente insana num único e louco texto desesperado cheio de manchas de lágrimas… Impossível…

Não sei definir o que sinto, o barulho das vozes dos pensamentos não me deixam em paz, o ruído estrondoso do meu silencioso isolamento me…  Ah… Sei lá… Eu to tão confuso… Eu tava falando do que mesmo?

Não importa, esqueça essa bobagem toda, rasgue esse papel se quiser, resuma estas 340 palavras em apenas três, muito melhores e mais fáceis de se entender:

 

EU TE AMO!

 

 

Fui claro?

Se sim, apenas esqueça do mundo e me beije;

Se não, tudo bem, eu mesmo faço isso…