Velhos versos renovados, novos amores envelhecidos, antigas amizades abaladas, o amor e a dor andam unidos…
Palavras, palavras, palavras, meu reino pelas palavras certas para corrigir ações erradas. Impossível, ao menos para mim, acreditar que isso é possível.
Preciso de álcool, café, e de uma boa noite de sono, quem sabe em sonhos eu possa me reencontrar com os tempos felizes, com os amigos verdadeiros, com os amores puros, com as pessoas leais que eu nunca conheci!
O amor, tão belo, assemelha-se à rosa vermelha dos poetas, ao punhal afiado dos bandidos, aos olhos negros das serpentes, que atiçam, cobiçam, encantam, enganam, envolvem e devoram aos pobres mortais que se iludem. Perdi meu coração brincando assim!
Eu quero uma tarde nublada com gotas de arco-íris, quero o cheiro da chuva sobre as flores, preciso reencontrar os meus sonhos, localizar no meu subconsciente um pouco ao menos que seja de esperança!
Será que isso é possível?
Não, há muito spleen nas minhas veias, muito álcool nos meus textos, muita desesperança nisso tudo…


