Nossa, qto tempo sem postar nada aqui…
Pura preguiça, mas vou mudar isso. Prometo!
Até o fim dessa semana posto algo novo!
SeeYa!

Nossa, qto tempo sem postar nada aqui…
Pura preguiça, mas vou mudar isso. Prometo!
Até o fim dessa semana posto algo novo!
SeeYa!

DON’T BRING MY PAIN BACK
Deus – eu acho – deu tudo aquilo que eu – idiota – podia querer: sexo, drogas, rock’n’roll, mulheres, uma vida bandida, minha consciência Inconsciente, uma bala perdida, um desejo ardente, uma mente poluída, um sorriso frio, indiferente, a alma roída e um grito sem vida, mas estridente…
Eu tinha tudo que Não podia se ter, mas o que eu podia – realmente queria – e no entanto não tinha, era você…
Então num ultimo gesto de piedade – ou talvez de pura maldade – Deus – ou o contrário – daria a única coisa que eu não queria; aquilo era – sua voz rouca dizia – o que esse otário – coitado – há muito tempo merecia…
E foi num suspiro seu – o ultimo gesto meu, de paixão, dor, ou até de autopunição, torpor – num longo momento doce de agonia vil, de negação e frio, beleza mórbida, solidão, tristeza atroz , oração, que o teu Deus ou o meu própio Eu, feroz – agora sádico, algoz – pôs me no escuro, a sós, arma na mão, sem voz;
Assim, com apenas uma bala, começo o jogo que vai me matar…
Gira-se o tambor, engatilha-se e…
Clac! Falhou, alivio? Não.
Outra vez, gira, fecha, engatilha… e dispara?
Não, droga!
A respiração acelera, tic, tac, tic, tac, tic, tac, tique nervoso, taquicardia…
Tem que ser agora…
Repete-se o ritual; gira, fecha, engatilha, atira…
Clac!Clac! Clac! Puxo o gatilho uma, duas, três vezes tentando acabar logo com essa tortura… Que se prolonga…
Puxo o gatilho outra vez, foda-se o velho ritual;
Clac!
Ouço agora, finalmente, um estrondo… Mas, na grama não há sangue e no meu corpo ainda há vida… O que houve?
Minhas roupas estão úmidas, mas é água, não sangue…
O barulho, foi um trovão, maldito…
Jogo a arma no chão, que, com a queda, dispara e acerta um corvo – coitado;
Esse era pra mim, se eu houvesse disparado, minha nossa, seria o fim…
Caio de joelhos, mãos na cabeça, lagrima nos olhos, e dor muita dor… No coração, que antes disso tudo eu nem sabia qual era sua utilidade, nem porque ,às vezes, eu o sentia pulsar no meu peito,
E então, eu choro, tremo, soluço, grito, me lembro que te amo, e sofro…
Merda, nem quando vou me matar levo a coisa a sério, putz eu sou mesmo doente!
Mas, havia ainda duas balas em meu bolso… Devo prosseguir?
Muitos pensamentos passavam em minha cabeça, até que você apareceu e… estendeu a mão pra mim…
E depois desse gesto que ninguém jamais havia me feito, olhou nos meus olhos e disse, enquanto segurava minhas mãos que, trêmulas, tentavam carregar a arma:
- Não chore mais, eu estou com você, tudo ficará bem agora…
E num abraço apertado, calou os gritos coléricos de minha mente, e acabou com toda a dor que eu sentia…
Com seu carinho, me fez sentir o homem mais feliz do mundo…
No entanto, tempo depois, esse pequeno castelo de cartas marcadas que era o seu amor por mim, veio abaixo, com apenas uma brisa…
E agora penso se não teria sido melhor ter usado as balas, uma para cada um de nós…
Mas como eu poderia saber?
Afinal, suas palavras, seus gestos, seu olhar, seu “amor”, tudo parecia ser tão sincero, tão real…
Há poucos poemas atrás, uma cigana – cujo nome se perdeu no tempo – disse num tom de profecia “só um grande amor pode te salvar” e eu, com os olhos vermelhos e pupilas dilatadas devido ao uso excessivo da solidão, acreditei – pobre diabo.
No entanto, um gótico depressivo me alertara, me dissera “Tu nunca amará, nem serás amado, tu estás condenado ao desterro e a solidão”, Mas, eu não dei ouvidos a ele;
Estúpido, maldito descrente dos conhecimentos das trevas, minha ingenuidade, minha crença divina me impediram de aceitar tal sina que, no fim de tudo, era meu destino, minha maldição…
Nobody loves no one…

Não me venhas, pois, falar de sentimentos, não me venhas, agora, falar de amor…
Quisera eu crer ser possível ser amado,
quisera,
tentara,
até pudera,
mas noutros tempos,
não agora,
não aqui,
não assim,
não por você…
Ora,
deixa-me,
esquece-me,
afasta-te,
vai;
Pois já brincaste,
mentiste,
me tomaste o bastante,
agora vai,
toma teu rumo,
tua reta,
teu caminho,
segue a estrada que te convenha;
E não chores,
não ria,
não diga,
não pense,
não sintas nada por mim,
não quero saber dos teus sentimentos,
problemas,
alegrias,
histórias,
pesares…
Nem quero o gosto amargo de tuas culpas,
ou o sabor insosso de tuas conquistas,
muito menos saber dos seus dias,
pseudo-tormentos,
males psicossomáticos,
“crises”,
tormentos ou medos,
que para mim são completamente vazios e frívolos,
pois sinceramente,
minha cara,
(e olhe que te chamo de cara apenas pelo tempo que me fizestes perder,
não pelo que você deveras vale,
pois,
se fosse dessa forma,
te chamaria gentilmente de
“minha pequena criatura desprovida de valor”)
tua vida,
há muito já não me interesssa!
Mas,
que foi?
Por que ainda me olhas?
Que tens?
Estás surda,
muda,
torpe,
inerte ai sem fazer nada?
Que pensastes?
Que te iria tolerar,
permitir,
suportar mais um outro dia,
deslize,
comportamento imbecil,
insolente,
indicativo do seu descaso e contrário às suas ambíguas promessas?
Pois dane-se!
Ao inferno com tuas palavras,
ao raio que a parta com suas ceninhas,
e vá à merda com o seu amor!

Noite, vejo a luz azulada da lua que, tímida, se esconde atráz de algumas nuvens, há sereno, cheiro de mato molhado, folhas secas no chão, dor.
Frio, da relva se esgueiram criaturas estranhas, que brotam do solo como os pensamentos de minha mente.
Chove, as gotas caem como pedras de fogo, e mesmo o frio me queima o corpo; Corro, mas minhas pernas falham, não tenho forças, e sôfrego, respiro ofegante, gasto minhas últimas forças deixando cair uma lágrima, talvez meu último gesto antes de deixar-me cair de joelhos, e parado sobre minhas mágoas, uso as pontas contundentes de minhas própias dúvidas para me ferir, e ainda envolto pelas alucinações causadas pelo absinto, vejo o vulto de um anjo que se aproxima.
Ternura, suas mãos afagam meus cabelos molhados, seus lábios, afogam meus soluços, seus olhos me levam à outro mundo, saio daquele lugar sombrio, vamos a uma terra distante, o tempo para, ou não existe, nada existe, apenas nós…
É tarde, o anjo voa, ainda é noite, tento ir embora, mas estou sem rumo, aqueles lábios me viciaram, estou desnorteado, fiquei tanto tempo olhando-os que eles pareciam ser meu único objetivo.
Saio, finalmente encontro o portal que me lavará de volta ao meu lar, antes de crusá-lo, olho em volta, buscando algo, alguem, não vejo nada, melhor assim, do contrário ficaria ali para sempre, envolto naqueles olhos, naqueles lábios, inebriado por aquela voz bela, suave, sensual…
Manhã, a luz do sol anuncia o alvorescer de um outro dia quente, será que o anjo virá até mim novamente?
Calor, minha cabeça parece que vai explodir, meu estomago dói, meu corpo esta cansado, bebi demais… ou de menos…

Que seja um sorriso,
Que fosse uma lágrima.
Seria algo, seria intenso, seria único, seria o fim…
Mas como um sorriso, não dura para sempre, como a lágrima, não volta para os olhos, um pseudo-sentimento quando se acaba, é para sempre.
E no nosso caso, não poderia ser diferente, não havia amor, apenas promessas, nos enganávamos mutuamente… era tão bonito.

Ninguém sabe, mas, ela tem um sorriso secreto, e o usa só contra mim;
E sendo secreto, é misterioso;
E sendo misterioso, é mágico;
E sendo mágico, é único;
E sendo único, se acabou;
E sendo assim, ela não sorri mais pra mim, agora seus olhos fogem dos meus, seus pensamentos fogem de mim, mas sua voz me persegue.
Tudo isso por culpa dum sorriso que se extinguiu, por um sonho que se acabou, por um amor que nunca existiu, por um louco que se enganou…

Insônia…
Os olhos estão cansados, sim, o brilho do monitor já começa a pertubar as vistas, o corpo quer descançar, mas a mente não para um segundo, resisite firme aos apelos quimicos do organismo… a noite vai ser longa!
2:15h da manhã, tomo um copo de leite com bolacha, converso no msn, navego sem rumo no oceano virtual, será que no orkut acho algo que me ajude a dormir?
Não, nada, apenas tédio, e vazio, e silêncio, e de novo tédio e mais silêncio vazio…
Nem o Google pode ajudar, as receitas caseiras anti-insônia já não funcionam, nem as pró-sono, nem coisa alguma, vou ter que cumprir meu velho ritual das 3:05h, e ficar até as 4h vendo o movimento dos ponteiros;
Preciso de alcool, de uma centena de psico-trópicos de capricórnio pulando a grande muralha da China, até que eu me canse de contar, e finalmente, comece a fazer outra coisa ainda antes de dormir enfim!
3:28… Agora, é só esperar!

Por gentileza, sirva-me apenas um café, frio, escuro e amargo, pois combina mais com o momento, casa perfeitamente com o prato principal dessa noite, cujo céu assemelha-se a meu estado tácito de espírito.
Por favor, apressa-te, traga meu café, e venha cear comigo, faz-me companhia, ajuda-me a comer essa macabra iguaria, este coração humano, dilacerado, servido morno e ainda pulsante nesta belíssima e luzente bandeja de prata…
E não te esqueças do vinho tinto, pois creio que não há nada melhor que o vinho para celebrar a dor que sinto agora, pois este coração, meu bom amigo, é meu, ou pelo menos era, não importa, fora arrancado em fragmentos, um pedaço por vez, e este resultado belo que vês, tal obscura obra de arte tivera inúmeros colaboradores, e cada um deles estava absolutamente ávido para tirar uma lasca e deixar sua marca…
Sentai, e comei, este é meu coração, que fora ferido por todos, para a satisfação lasciva de vossos instintos…
Apressa-te, por favor, apressa-te, que o tempo passa e o alimento esfria, e não te esqueças, pois, que o molho fora feito de lágrimas, e salgará a carne cada vez mais, e que o sangue contido nas suas veias só tem gosto enquanto fresco… E eu odeio os coágulos, eles tendem a ficar presos nos dentes de forma absurda!
Comei amigos, comei, que meu coração apesar de ter duro como pedra os nervos, sempre fora bondoso, e estou certo que te serás um bom alimento…
Dói-me cada garfada, pois eis que agora as sinto, mas prefiro dar-vos todo ele a entregá-los aos lobos que me cercam, e mesmo esses lobos me acarinhando e lambendo, eu sei que estão ávidos para morder-me a jugular…

Você me pertuba, persegue e enlouquece.
As lembranças não saem da minha cabeça.
Ainda sinto seu cheiro, seu perfume…
Nossos beijos selando juras de amor,
olhares confidentes,
sorrisos indiscretos,
amantes mudos…
Nossa música, a minha música,
sua voz em meu ouvido cantando-a para mim.
O aconchego e a segurança que encontrei em seus braços,
agora distantes.
As lembranças e a saudade mantêm vivas a sa presença,
me prendendo cada vez mais em você.
Suas cartas, declarações de amor,
me convencem e me impedem de a não deixar de te esquecer,
me forçam a esperar para o ter em meus braços,
aguardar o seu retorno, até que possamos nos encontrar
e a voltar a vivermos juntos.
Obra de arte da minha amiga Dri
Impossivel ficar indiferente!
Bjus Driiiiiii

Você é como o beijo de uma flor num dia frio, e isto é demais para um homem confessar, mas, você sabe, que quando chove, e esta escuro, meus olhos se tornam maiores e eu posso ver sua luz…
Sim, eu fui beijado por uma flor neste inverno, e foi como se o beijo fosse seu, ainda que dado para mim, mas de fato, talvez fosse, e ainda que eu não acredite muito nisso, foi como se de alguma forma fantástica nós estivéssemos cósmicamente unidos… E talvez aquela flor fosse o simbolo dessa estranha união, ou talvez não fosse nada disso, e aquele beijo fosse o beijo da morte, da traição, igual àquele dado por Judas a Cristo.
E eis que depois de tal beijo, vi-me debruçado sobre o parapeito duma janela, observando a chuva, admirando a beleza de cada sopro de vento, de cada gota que caia, e sentindo na face pingos de lágrimas rolarem e se misturarem caindo com a chuva…
Era a primeira vez que amava, e talvez por isso, depois dos primeiros instantes de amor, tudo parecesse novo, talvez por esse motivo a chuva, antes ignorada, agora era admirada, ela agora parecia tão atraente, tão bela…
Mas por outro lado, não era a primeira vez que chorava, e talvez por isso a chuva se mostrasse tão triste, tão alheia ao mundo e tão ligada a mim, pelas gotas opostas que derramávamos, pois enquanto as dela eram doces como um sorriso e frias como a solidão, as minhas eram quentes como o amor (verdadeiro), mas salobras como só uma lágrima sabe ser…
Uma união de nossas lágrimas daria origem ao bem e ao mal, daria origem a uma gota quente e doce, e talvez ela tivesse um nome bonito, como felicidade, já a outra, seria fria e salgada, seria rejeitada, como se fosse má por opção, como se a outra, com o passar do tempo, não acabasse tão fria e salgada quanto ela, e talvez seu nome fosse dor…
E é incrivel como em um beijo possa conter a ambas.
E aquele beijo me deixou o sinal dum espinho no rosto, e a marca dum “amor” no peito… E ambas sangram e doem de formas iguais, exceto que para o rosto, um anestésico resolva, mas para o peito, para o coração… Só exista o tempo como cura, ou veneno… Afinal, todos nós temos um coração envenenado… Contra nós, ou contra os outros, contra mim ou contra você, o veneno é sempre o mesmo, apenas o alvo e a forma de inoculação são diferentes, pois todo o resto, todo o ódio, é igual. É tudo igual.
Só a angústia é perfeita.